Esse post é para as meninas da confraria que não tem companhia para tomar aquele vinho maravilhoso e acabam não abrindo a garrafa. Meninas, aqui tem tudo sobre como conservar melhor o que sobrou do vinho e assim ter a "desculpa" de tomar o vinhozinho dias seguidos. Melhor que ficar na vontade não é mesmo... E então, o que fazer com o que sobrou do vinho??
Oxigênio ( a Kriptonita?)
Quando abrimos uma garrafa de vinho, o
melhor amigo dele é o oxigênio. O contato do vinho com o oxigênio é que
faz com que seus aromas sejam intensificados e é disso que gostamos não? Por ser um alimento vivo ele acaba reagindo com esse oxigênio e com o passar das horas o processo de oxidação tem inicio. O processo chamado oxidação pode ser chamado também de “achatamento”. Essa interação vinho/oxigênio produz peróxido
de hidrogênio, o que acaba transformando o etanol do vinho em
acetaldeído — esse acetaldeído acaba mascarando as sutilezas da
coisa toda, ou seja,
seu vinho começa a virar vinagre lentamente. A ironia então é que o
oxigênio é o maior amigo e o maior inimigo do vinho. Sendo assim, para conservar um vinho,
devemos evitar ao máximo seu contato com o oxigênio depois que ele foi
aberto.
-Tipos de vinho e conservação:
1. Vinhos espumantes, champagnes e proseccos
Depois de aberto, não importa o quão caro e bom seja, o vinho espumante não dura nada. Não há como conservá-lo depois de retirada a rolha porque o gás carbônico evapora facilmente em algumas horas. O vinho não estraga de um dia para o outro, mas perde completamente o gás e os aromas. Então, se abrir um espumante, champagne ou prosecco, beba tudo (que triste!).2. Vinhos brancos
O vinho branco, de modo geral, dura menos
do que os tintos. Mas depois de aberta a garrafa, o vinho pode ser
guardado de um dia para o outro com poucas perdas, desde que em local
frio. Quanto mais quente for o ambiente onde está a garrafa, mais
rapidamente os aromas evaporam e o vinho oxida.
3. Vinhos rosados
São ainda mais perecíveis do que os vinhos brancos. Prefira não guardar, mas se sobrar, guarde em local frio.
4. Vinhos tintos
Há tintos leves e tintos encorpados. Os
vinhos leves, de consumo casual para o dia-a-dia, suportam até um dia
depois de abertos. Já os tintos mais intensos, carnudos, taninosos e
alcoólicos suportam até dois dias, depois disso começam a oxidar.
5. Late harvest
Os vinhos de colheita tardia podem ser
leves e delicados ou intensos e ácidos, doces e alcoólicos. Os leves
suportam bem dois dias e os mais intensos até quatro dias, desde que em
local frio.
6. Vinho do Porto e fortificados
A lenda diz que vinho do porto dura meses
aberto. Mas isso é uma mentira, e muitos restaurantes oferecem vinhos
estragados para seus clientes que não são capazes de perceber isso, pois
acham que o vinho “é assim mesmo”. Não se engane em pensar que aquela
sua garrafa de porto aberta há três meses no armário de bebidas está
boa, pois não está. Os portos e fortificados, por possuírem maior teor
alcoólico, podem durar até 10 dias. Alguns mais poderosos duram até 15
dias sem perda significativa de qualidade, mas para por aí. Depois
disso, o que vem é a oxidação.
- Dicas para melhor conservação
• Vinho armazenado em local frio (pode ser na geladeira) e escuro conserva-se melhor que em local quente e luminoso pois desacelera o processo químico;
• Nunca use a rolha que estava no vinho
para tampá-lo de volta. A rolha saiu da garrafa, passou pela mão de
várias pessoas e ficou sobre a mesa, deve estar suja e imprópria para
servir de estanque (e muitas vezes não entra muito no bico da garrafa). Prefira vedantes de metal, que devem estar sempre
lavados e inodoros;
• A garrafa ficou sobre a mesa e passou
de mão em mão. Portanto, higienize-a com pano limpo umedecido em álcool
antes de colocá-la na geladeira;
• Evite guardar o vinho na porta da geladeira, pois é a área de maior impacto e agita demais o vinho, favorecendo a oxidação. •Deixar a garrafa sempre deitada, caso contrário a rolha pode a vir a ressecar, deixando entrar o oxigênio.
Há alguns métodos utilizados para prolongar a vida do vinho logo após aberto, todos baseados em minimizar a exposição ao oxigênio e até mesmo substituindo ou até mesmo removendo o oxigênio. Com os procedimentos corretos uma garrafa de vinho tinto pode ser armazenada por até uma semana.
1. Armazenar em meias garrafas
Dica maravilhosamente boa e barata e armazenar o vinho que sobrou em meias garrafas. Quando beber um vinho de meia garrafa com tampa de rosca, guarde a garrafinha porque será muito útil. Basta você colocar o vinho que sobrou da garrafa grande dentro da garrafa menor, rosquear a tampa e guardar. Como sobrará muito menos espaço para o oxigênio, o vinho irá durar por até 1 semana tranquilamente.
2. Vacu Vin
Fácil de usar e acessível. Uma solução caseira e utilizada também em alguns restaurantes e wine bars é o Vacuum Wine Server, mais conhecido pela marca Vacu Vin. Trata-se de uma bomba de vácuo que puxa o ar de dentro da garrafa aberta através de uma espécie de rolha de borracha própria para a função. A retirada do oxigênio evita a oxidação e prolonga as características da bebida.
-Controvérsias das bombas de vácuo: há apenas um vácuo parcial, significando assim que o vinho continua a ter contato com o oxigênio e que isso acaba criando uma diferença de pressão, o que ocasiona consequentemente a perda de aroma do vinho. Defensores dessa técnica afirmam que é visualmente evidente que pequenas bolhas escapam do vinho sob vácuo. No entanto não há nenhuma comprovação científica de que comprove realmente isso de que sob determinada pressão pode haver perda de sabor ou aroma.
Por outro lado, há inúmeros fabricantes nessa área de produzir ferramentas e acessórios para preservar o vinho sob vácuo. E de qualquer forma, as bombas de vácuo não são caras. É recomendado que você tente por si próprio para tirar suas próprias conclusões. No Brasil o custo gira em torno de R$60,00.
3. Winesave

É um produto interessante baseado no Argônio, um gás inerte mais pesado que o oxigênio. Sua utilização é bem simples: você insere uma mangueira dentro da garrafa e injeta o argônio. Como o argônio é mais pesado que o oxigênio, ele tomará o lugar do oxigênio no contato com o vinho, uma barreira entre o vinho e o oxigênio, interrompendo assim o processo de oxidação. Demonstração de uso aqui!!
No Brasil custa em média de R$ 150,00 e promete até 100 aplicações
3. Wine Access System 1000
É um produto interessante baseado no Argônio, um gás inerte mais pesado que o oxigênio. Sua utilização é bem simples: você insere uma mangueira dentro da garrafa e injeta o argônio. Como o argônio é mais pesado que o oxigênio, ele tomará o lugar do oxigênio no contato com o vinho, uma barreira entre o vinho e o oxigênio, interrompendo assim o processo de oxidação. Demonstração de uso aqui!!
No Brasil custa em média de R$ 150,00 e promete até 100 aplicações
3. Wine Access System 1000
O dispositivo, lançado pela Coravin, se parece muito com um abridor convencional,
exceto que o tradicional sacarrolhas foi subsitutído por uma fina e oca
agulha.O sistema invade a garrafa sem
danificar nem a rolha e nem a cápsula e extrai a quantidade de vinho
desejada, mantendo o líquido em seu interior inalterado e com o mesmo
potencial de envelhecimento. É o sonho do vinho em taça em domicílio!
Você pode abrir vários rótulos de sua adega, por exemplo. O truque? Não
há contato algum de oxigênio com o vinho e a garrafa nem é de fato
aberta Quando você a espeta na rolha, ela libera uma dose de argônio
dentro da garrafa. Ela pressuriza o conteúdo até fazer o vinho subir
para dentro da agulha, fora da boca da garrafa — o que significa que não
sobra espaço algum para que o ar entre ali. Quando você termina o serviço, a rolha volta para o seu lugar.
O abridor da Coravin custa US$ 300. Se você faz parte da minoria que gasta uns trocados em vinho que é sensível ao ar, você pode comprá-lo sem peso na consciência. Assista o video!
4. Enomatic – para profissionais
Traquitanas caras e profissionais destinadas a lojas e wine-bars já resolviam em parte a questão do vinho em taça. O equipamento mais conhecido – e instalado em alguns estabelecimentos – é o italiano Enomatic. Trata-se de um investimento caro, restrito a ambientes profissionais, que preserva e mantém pelo uso do nitrogênio as principais características de uma determinada garrafa de vinho por até 21 dias.
Assista o vídeo!
Preço médio de R$15.000,00, alguém se habilita??
O abridor da Coravin custa US$ 300. Se você faz parte da minoria que gasta uns trocados em vinho que é sensível ao ar, você pode comprá-lo sem peso na consciência. Assista o video!
4. Enomatic – para profissionais
Traquitanas caras e profissionais destinadas a lojas e wine-bars já resolviam em parte a questão do vinho em taça. O equipamento mais conhecido – e instalado em alguns estabelecimentos – é o italiano Enomatic. Trata-se de um investimento caro, restrito a ambientes profissionais, que preserva e mantém pelo uso do nitrogênio as principais características de uma determinada garrafa de vinho por até 21 dias.
Assista o vídeo!
Preço médio de R$15.000,00, alguém se habilita??


A empresa Coravin não comercializa para o Brasil. As cápsulas também não podem ser transportadas em avião de passageiros. É uma pena que o sistema Coravin seja um apetrecho para poucos- sofisticado e caro, ainda mais com as taxas absurdas do dólar, torna-se uma aparelho cada vez mais elitizado. Mas sem dúvida é muito bom para bares, restaurantes, adegas e lojas de vinho que oferecem degustação. Pode-se adquirir pelo site da Concept Club Importados (www.conceptimportados.com.br ) com todas as taxas inclusas.
ResponderExcluirBoa noite
ResponderExcluiralguém conhece onde compra a capsula aqui no Brasil?
Boa noite
ResponderExcluiralguém conhece onde compra a capsula aqui no Brasil?