quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Espumantes RS/SC

Villaggio Grando Espumante Brut


Espumante BrutPRODUTOR: Villggio Grando 

VARIEDADE: Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay

DESCRIÇÃO
-Teor alcoólico: 11,3º GL
-Visual: de cor límpida e perlage fina e intensa.
-Nasal: levemente floral, aromas amplos e muito agradáveis.
-Boca; em boca prima pelo frescor e leveza. É um brut fácil de beber, não é agressivo. De extrema elegância. 
-Perlage extremamente fina e intensa

MÉTODO: Charmat 

A Villaggio Grando Boutique Winery lançou em 2010 o Espumante Brut.
Não estagia em barril de carvalho e fermentação acontece em aço inox. Temperatura de consumo: 6 a 8 graus. Taça: Flute



Preço médio:R$ 38,00


Villa Francioni Joaquim Brut


PRODUTOR: Villa Francioni

VARIEDADES: Pinot Noir, Syrah, Sangiovese, Merlot e Petit Verdot

DESCRIÇÃO
-Teor Alcoólico: 12,5%
-Cor: De belíssima tonalidade amarelo esverdeado, límpido e muito atraente.
-Aroma: Aromas que remetem a frutas tropicais e cítricas, com delicadas notas florais.
-Paladar: Envolvente, na boca com acidez viva, frescor e cremosidade típica do espumante.
-Perlage fina, abundante e persistente.

MÉTODO: Charmat.

HARMONIZAÇÃO: Frutas frescas, saladas e frutos do mar.

Preço médio: R$70,00



Don Laurindo Brut


PRODUTOR: Vinicola Don Laurindo
VARIEDADE: Chardonnay e Riesling Itálica
DESCRIÇÃO
Teor alcoólico: 12%
-Cor: amarelo palha com tons esverdeados, a perlage é longa e de finas bolhas.
-Aroma é frutado e evoluido (abacaxi, maçã verde).
-Boca: apresenta-se com equilíbrio de acidez e corpo com final refrescante e agradável.
MÉTODO: champenoise
HARMONIZAÇÃO: Pode ser servido como aperitivo, nas principais refeições e é ideal em qualquer comemoração.
Preço médio: R$35,00.
    Marco Luigi Reserva Brut


PRODUTOR: Marco Luigi
Brut Reserva
VARIEDADE: Chardonnay
DESCRIÇÃO
Teor alcoólico: 12%
-Cor : amarelo palha com reflexos esverdeados.
-Aroma: apresenta complexos aromas frutais de maçã verde, melão , abacaxi.
Sabor: na boca é equilibrado, com ótima acidez e persistência. no paladar revela uma bebida rica, harmônica , seca, complexa e com final elegante.
-Perlage : borbulhas intensas , finas e persistentes.


MÉTODO: champenoise fermentação na própria garrafa.

Preço:  R$ 39,00




Vinícolas e Espumantes

Vamos falar um pouco sobre as vinícolas responsáveis pelas delícias de amanhã e alguns espumantes que iremos degustar...Prepara..


 Villaggio Grando Boutique Winery


Situada região de Herciliópolis, no município de Água Doce em Santa Catarina, vem surpreendo o mercado nacional com seus vinhos. Iniciou suas atividades no ínicio dos anos 90, fundada por Mauricio Carlos Grando. Hoje conta com 48 hectares, cujo a produção engloba tintos e brancos e espumantes, com vinhedos localizados estratégicamente nos melhores terroirs da fazenda, todos implatados a 1300m de altitude. A produção gira em torno das 200 mil garrafas, dividida entre espumantes, brancos, rosés e tintos. São 19 castas em cultivo comercial e mais de 80 em cultivo experimental!
Na Expovinis 2010, ficou entre os Top Ten pelo seu VG Chardonnay 2008. No ano passado, o espumante Rosé Brut, foi escolhido o melhor do país e este ano, um dos eventos mais importantes, voltados para o público de alto padrão, o Gastronômade, será realizado lá. "Há quinze anos plantávamos nossas primeiras mudas, fruto de um sonho, queríamos produzir vinhos finos na altitude catarinense e optamos pelo terroir de Água Doce em um platô à 1350 metros de altitude", afirma Mauricio Grando, idealizador do projeto.
A vinícola hoje conta com produção de vinhos em SC, no Brasil e em Mendoza, na Argentina. Conta com o maior vinhedo de vitis-viníferas do Estado, todo ele visando apenas qualidade e seu tamanho se justifica em ser grande o suficiente para abortar todo cacho em excesso e ter uma produção viável e de alto padrão. Desde de que foi fundada, a VG recebeu várias premiações, as mais importantes são essas: Top Ten Chardonnay, Top Ten Espumantes Nacionais, Ouro em Bruxelas, Prata na Miami Wine Fair, Melhor Malbec Argentino em Córdoba, Melhor Malbec Argentino em San Juan.

Site http://www.villaggiogrando.com.br/





Villa Francioni

Vinícola Villa Francioni - São Joaquim/SC
A Villa Francioni é uma vinícola pioneira localizada na cidade de São Joaquim, Santa Catarina. Foi o sonho de vida do empresário Dillôr Freitas, um dos fundadores do importante grupo CECRISA. O idealizador morreu antes de experimentar a primeira garrafa produzida, mas deixou o legado para os filhos.

Os vinhedos estão à 1260 metros de altitude, onde um terroir peculiar permite vinhos de expressão única. Tem capacidade para produzir em torno de 300 mil garrafas/ano. Alta tecnologia, baixíssima produção e este clima permitem brancos de muita fruta e tintos de fineza, corpo e elegância. Eleita Vinícola do Ano 2006 pela Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo (ABS/SP), foi considerada por José Peñin, importante escritor espanhol como "Sucursal ilustre do Medoc, Saint Emilion, Toscana e Borgogna. Milagre de terras altas e virgens, capazes de produzir os melhores vinhos do Brasil".Fundada em 2004, tem como destaque a maestria enólogo Orgalindo Bettu, especialista em vinhos de assemblage, ao estilo de Bordeaux.


 Site: www.villafrancioni.com.br




Don Laurindo


A Vinícola Don Laurindo está estabelecida em Bento Gonçalves, no Vale dos Vinhedos – Serra Gaúcha. Possui 15 hectares e produz em média 150 mil garrafas por ano, por isso, é considerada de pequeno tamanho, todavia, sua produção é bastante homogênea e a qualidade de seus caldos sempre foi destacada. Sua área de produção é atualmente de 15 hectares de terra própria e exporta 2% da procução para os Estados Unidos, República Tcheca e México. Foi a primeira vinícola do Brasil a não filtrar seus vinhos, técnica adotada até hoje. Para o amadurecimento da bebida a opção é pelo carvalho francês.
A origem da viní­cola remonta 1887, com a chegada à região de Marcelino Brandelli, imigrante do pequeno povoado de Zévio, na província de Verona, Norte da Itália. E o esmero na busca e transmissão dos conhecimentos evolui a cada geração.Na família Brandelli, fundadora da vinícola, a tradição e a arte da elaboração de vinhos de castas nobres é transmitida de pai para filho. Na Don Laurindo, uniram-se a tradição, arte e técnica, através do cultivo de vinhedos próprios e seleção criteriosa das uvas, obtendo-se se excelentes resultados na elaboração dos vinhos. Neste ano a vinícola Don Laurindo completa 17 anos de atividade.





Marco Luigi


Na Vinícola Marco Luigi a arte de elaborar vinhos foi passada de geração a geração. Atualmente Victor , filho de Marco Luigi, que com o conhecimento o amor e a tradição herdada de seus antepassados cuida pessoalmente do cultivo das uvas, desde o plantio até a colheita. A tradição permanece, mas a gestão é marcada pelo profissionalismo e pela busca constante de especialização. Além disso, a vinícola conta com o que há de mais moderno em tecnologia o que contribui para a excelência de seus vinhos e espumantes.
Mais uma tradicional vinícola brasileira com 64 anos de história, a Marco Luigi dispõe de uma área de 40 hectares, sendo 32 hectares cultivados, produzindo cerca de 120.000 garrafas/ano. Cerca de 50% de seus vinhos ainda são comercializados no Rio Grande do Sul e o homem por trás desses vinhos, é o enólogo Leornardo Luigi, neto do fundador Marco Luigi. A maior venda dos vinhos da Marco Luigi hoje ocorre em lojas especializadas e pela internet.



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ahhh meninas, então ficou acordado que na próxima quinta-feira o deleite será dos espumantes... Só para começarmos o aquecimento dos motores...

Champagne
È uma AOC (Denominação de Origem Controlada). A região produtora de champanhe foi delimitada em 1927 e ocupa uma área de 32 mil hectares.O processo de fabricação é demorado e caro, sendo praticamente o mesmo de séculos atrás. Um champanhe comum leva pelo menos dois anos para ficar pronto e os especiais até cinco anos. São elaborados, sempre, pelo o Método Champenoise. Quanto às uvas utilizadas, são três: a Chardonnay, a Pinot Noir e a Pinot Meunier. Estas últimas são uvas tintas, mas os vinhos utilizados, elaborados sem a casca, são brancos.A maioria dos Champagnes não são safrados, apenas nas vindimas excepcionais são produzidos os Millésimes, que declaram a safra. Quando as Pinot também provêm de uma vindima de grande qualidade são produzidos os Millésimes Rose, que são os mais caros. O último grande ano foi 2002, mas a safra de 2009 tem sido apontada como à melhor em muitos anos.

Mapa dos Champagne

Existem seis categorias de champanhe:

Não-millésimé: champanhe branco, comum, sem referência a safra. Corresponde a 80% de toda a produção de Champagne.
Millésimé: champagne com data, produzido com vinho de uma só colheita, geralmente muito boa. Deve envelhecer em adega por três anos.
Cuvée de Prestige: elaborado com os melhores vinhos das melhores safras. Champanhe nobre, muito caro, comercializado em garrafas especiais. Exemplo: Dom Pérignon.
Rosé: utiliza vinho ou mosto de uvas tintas, o que lhe confere mais o corpo.
Blanc de Blancs: elaborado com a uva Chardonnay.
Blanc de Noirs: elaborado com as uvas tintas Pinot Noir e Pinot Meunier.
 
Quanto ao teor de açúcar, existem seis tipos de champanhe:

Extra-brut: sem adição de açúcar (até 6g de açúcar residual por litro).
Brut: o mais seco( menos de 15g de açúcar por litro). 
Extra-sec: muito seco (de 15g a 20g de açúcar por litro). 
Sec: seco (de 17 g a 35 g de açúcar por litro).
Demi-sec: entre seco e doce (de 35 g a 50 g de açúcar por litro).
Doux: doce (acima de 50 g de açúcar por litro).

Prosecco
É um Espumante produzido na região de Vêneto, usando o Método Charmat. Apenas duas regiões têm direito à denominação de origem controlada: as vilas de Valdobbiadene e Conegliano. Vinhos de outras partes do Veneto são classificados com indicação geográfica típica. Podemos também mencionar o fato de que os Espumantes identificados como Prosecco de outros produtores fora da região delimitada, utilizam a uva Glera, que é uma casta branca, antes também chamada de uva Prosecco. A mudança de nome ocorreu porque os produtores da região de Valdobbiadene patentearam suas técnicas e métodos de produção, não permitindo assim que outras vinícolas fora das regiões demarcadas utilizassem o nome de Prosecco.

Cava
È o Espumante espanhol produzidos pelo Método Tradicional, é que utiliza as uvas Parrelada, Xare-lo e Macabeo (Viura) e só pode ter a denominação de Cava se for produzido na Espanha e com estas 3 uvas. A Principal região com 95% da produção é á Catalunha próximo a Barcelona, na DO Penedés. Outras regiões são Andaluzia, Valencia e Extremadura. Cava em latim significa Cave. Foi criada em 1872 por Josef Raventós que com a extinção dos vinhedos de Penédes pela praga Filoxera e como resposta ao sucesso do Champagne resolveu fazer uma Champanã, pois naquela época era uma alternativa para os devastados vinhedos. Os Espanhóis tentaram colocar o nome do espumante de Champanã e Xampany mas não foram permitidos pela União Européia que tem registrado o nome Champagne para os vinhos espumantes da região demarcada de Champagne na França.

Espumantes
Todos listados anteriormente (Champagne, Prosecco e Cava) são Espumantes, tem esses nomes por serem produzidos em região demarcada. Os Espumantes são produzidos em outras regiões tanto na França, como em outros países como Itália, Brasil, Alemanha, EUA, África do Sul, Austrália, Argentina e Espanha. Os Espumantes são elaborados tanto pelo MétodoTradicional como pelo Método Charmat, As uvas utilizadas na produção do Espumante podem variar de um país para outro.


O Método Champenoise, também chamado de “Método Clássico” ou “Método Tradicional”. Este processo teria sido inventado pelo monge Beneditino Don Perignon no século XVII e consiste em obter o gás carbônico numa segunda fermentação, ocorrida dentro da própria garrafa. É uma produção artesanal em várias etapas e, conseqüentemente, caro. Primeiro, é feita um Assemblage (corte) de diversos vinhos tranquilos que serão á base do espumante. A segunda fase é a formação da espuma, quando o vinho base é colocado na garrafa e acrescido do licor de tiragem – leveduras e açúcar que provocarão a segunda fermentação, que dura cerca de três meses. Depois se dá o envelhecimento. Neste período, o líquido permanece sob as borras das leveduras, o que lhe dá cremosidade. O envelhecimento pode durar de meses a alguns anos. No Método Charmat, nome que homenageia o engenheiro francês criador do processo, a segunda fermentação, que dá espuma ao vinho, ocorre em grandes recipientes de até 10 mil litros, chamados de autoclaves, fechadas. Desta forma, evita-se a remouage e o dégorgement processos que demandam mais tempo e encarecem o produto. O vinho é filtrado ao sair dos tanques para as garrafas. É uma simplificação do Método Tradicional, mas usado com sabedoria, gera espumantes muito bons.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

ABC do Vinho

Level Basic. Lesson One...

ABC do vinho

A
  • ACIDIFICAÇÃO
    Adição de ácidos químicos ao mosto para compensar a falta de eventual acidez natural das uvas.
  • ACIDEZ
    Componente natural do vinho, confere vivacidade e frescor à bebida. É formada pelos ácidos presentes no vinho, de origem fermentativa ou da própria uva. A sensação de acidez é sentida nas partes laterais da língua.
  • ÁCIDO TARTÁRICO
    Ácido natural do vinho. É inofensivo, são aqueles cristais encontrados na garrafa ou na rolha, principalmente em vinhos brancos mantidos à baixa temperatura.
  • ADISTRINGÊNCIA
    É a sensação de secura na boca. Ela é provocada pelos taninos, que têm uma ação coagulante sobre a saliva.
  • ÁLCOOL
    No vinho, é composto pelo etanol ou álcool etílico. É o resultado do contato da levedura com o açúcar natural da polpa da uva durante a fermentação. Quanto mais maduras as uvas, mais açúcar natural contêm, e mais elevado será o teor do álcool.
  • ÁLCOOL POR VOLUME
    Porcentagem numérica que indica o nível de álcool num vinho. O teor alcoólico de um vinho pode variar de 7% vol. a mais de 15% vol. em função do teor dos açúcares do mosto e do açúcar adicionado (chaptalização). Acima de 15% vol. tratam-se, em geral, de vinhos fortificados.
  • ANTOCIANOS
    Pigmentos vermelhos da uva que conferem sua cor aos vinhos tintos.
  • AROMA
    Conjunto de sensações percebidas diretamente por via nasal ou retronasal (através da boca). Há mais de 200 compostos aromáticos identificados. Eles são divididos em três grupos:
    • Primário (ou varietal): vem da própria uva e lembra frutas frescas e maduras, flores, vegeatais e minerais.
    • Secundário: resultado do processo de fermentação, não são originários da uva, são aromas de madeira, leveduras.
    • Terciário (ou bouquet): é a sensação olfativa que o vinho desenvolve depois de engarrafado e envelhecido por vários anos.
            Classificação dos aromas
    • Frutados: Cassis, cerejas, ameixas, goiaba, framboesa, groselha (vermelhas, nos vinhos tintos); pêssegos, abacaxi, maracujá, melão, pêssego (brancas e amarelas, nos vinhos brancos).
    • Florais: Rosas, violetas, jasmins, acácias, etc.
    • Especiarias e Herbáceos: Pimenta, cravo, canela, alcaçuz, nós-moscada, etc.
    • Minerais: Petróleo, terra, pedra de isqueiro, etc.
    • Químicos: Fermento de pão, enxofre, removedor de unha, etc.
    • Queimados (ou empireumáticos): Alcatrão, tostado, defumado, caramelo, café torrado, piche, etc.
    • Amadeirados: Carvalho, baunilha, cedro, eucalipto, etc.
    • Assemblage: Mistura de uvas diferentes em um mesmo vinho, também chamado de CORTE.
    • Atesto: Operação de preenchimento dos barris após a evaporação de parte do conteúdo.
    • Autóctone (Uva): Vem do grego (autókhton). Termo usado para designar a uva originária de um determinado país ou região.
    • Aveludado: Vinho extremamente macio, lembrando a textura do veludo.
    • Avinagrado: Bebida que apresenta excesso de ácido acético; vinho próximo de se tornar vinagre.

B
  • BARRICA OU BARRIL
    Tonel de carvalho usado em várias etapas da vinificação, mais comumente usado no envelhecimento da bebida. Confere ao vinho notas de baunilha, coco queimado, tostados etc. Em Bordeaux o padrão do barril é de 225 litros.
  • BÂTONNAGE
    Mistura de borras com o vinho ainda nos barris.
  • BIODINÂMICA
    Método de vinicultura orgânica que além de não usar defensivos e adubos químicos segue a teoria do austríaco Rudolf Steiner, baseada  em observação das fases da lua, das marés e outros influências naturais e esotéricas no vinhedo.
  • BLANC DE BLANCS
    Termo usado em champanhes franceses para designar a bebida feita exclusivamente com uva branca, no caso a chardonnay.
  • BODEGA
    Equivalente espanhol para vinícola.
  • BORRAS (Lie na França)
    Sobra de leveduras, sementes e outros sedimentos que se depositam no vinho após a fermentação. Nos champanhes o contato prolongado com as borras conferem caráter ao vinho.
  • BOTRYTIS CINEREA
    Um fungo benéfico e até desejável que ataca as uvas sob certas condições climáticas. Elas perdem a água e concentram açúcar e ácidos. Uvas botritizadas produzem vinhos licorosos, como o Sauternes, da França, ou o Tokay, da Hungria.
  • BOUCHONNÉ (ou gosto de rolha)
    Trata-se de um vinho que tem um forte cheiro de rolha (em francês bouchon). Esse fenômeno se deve a um desequilíbrio de certos mofos específicos da cortiça. O vinho perde o sabor da fruta e o gosto vai se tornando amargo e piora muito depois de aberto.
  • BRUT
    Termo reservado para espumantes, significando seco.
  • BUQUÊ
    Conjunto de aromas complexo e agradável que exala de um vinho e é percebido pelo nariz; é o somatório dos aromas primários, secundários e terciários.

C
  • CANTINA
    Como é chamada a vinícola na Itália.
  • CAVA
    Termo genérico que se aplica aos vinhos espanhóis elaborados segundo o método champanhês.
  • CEPA
    Variedade de uva do gênero Vitis vinífera.
  • CHAPTALIZAÇÃO
    Criado pelo químico francês Chaptel, trata-se da adição de açúcar de cana ou beterraba ao mosto a fim de elevar o teor alcoólico do vinho.
  • CHARMAT
    Método de elaboração de vinhos espumantes em cuba por adição de açúcar e leveduras.
  • CHÂTEAU
    Designação de um vinho proveniente de uma propriedade particular na França.
  • CLOS
    Vinhedo que é (ou foi) cercado por muro. Também um termo francês.
  • CLONE
    Planta obtida a partir de um único pé por multiplicação assexuada (estaca ou enxerto).
  • COMUM
    Designação de um vinho produzido com uvas híbridas ou americanas no Brasil.
  • CORPO
    Um vinho pouco encorpado está para outro mais encorpado assim com o peso do leite integral está para o leite desnatado.
  • CRU
    Vinhedo específico ou zona delimitada com aptidão para produzir um vinho de características particulares e originais na França.
  • CUVÉE
    Designa um lote de vinhos cuja identidade deve ser diferenciada e precisa, geralmente usado para vinhos de qualidade excepcional na França.

D
  • DECANTAÇÃO
    Passagem lenta do vinho da garrafa para um outro recipiente chamado decanter. Serve para separar eventuais sedimentos do vinho ou para aeração.
  • DESARMÔNICO
    Vinho que, pela carência ou excesso de um ou mais componentes, resulta desequilibrado do ponto de vista gustativo.

E
  • ÉLEVÉ EM FUTS DE CHÊNE
    Registro nos rótulos franceses para indicar que o vinho foi envelhecido em barris de carvalho.
  • ENVELHECIMENTO
    Período de amadurecimento do vinho que tem por objetivo torná-lo mais macio e complexo. Os vinhos são primeiro envelhecidos em barris de carvalho (francês ou americano) e depois nas próprias garrafas.
  • EQUILIBRADO
    Vinho em que todos os componentes estão na proporção correta, principalmente o álcool e os ácidos. Nenhum deles é dominante. Quanto maior a harmonia entre o açúcar, a acidez, o tanino e o álcool melhor será o vinho.
  • ENÓLOGO
    Aquele que vinifica o vinho. ENÓFILO
    Aquele que aprecia e estuda o vinho. Não é uma profissão.
  • ESTRUTURADO
    Vinho com boa presença de álcool, ácidos e taninos.

F
  • FECHADO
    Vinho que não mostra muito aroma e sabor; não está pronto para beber.
  • FERMENTAÇÃO ALCOÓLICA
    Etapa decisiva na elaboração do vinho, quando os açúcares contidos no mosto se transformam em álcool, gás carbônico e em calor sob influência de leveduras e o suco de uva se transforma em vinho.
  • FERMENTAÇÃO MALOLÁTICA
    Fermentação secundária que se segue à fermentação alcoólica e que ocorre com a maioria dos vinhos, convertendo ácido málico (mais ríspido) em lático (mais macio) para reduzir a acidez total.
  • FINO
    Diz de um vinho brasileiro produzido com uvas viníferas (vitis viníferas). Na Espanha é sinônimo de um tipo de Jerez mais leve.
  • FRISANTE
    Vinho ligeiramente efervescente, porém com menos gás carbônico que os espumantes.
  • FRUTADO
    Diz-se de um vinho com aroma e gosto de frutas frescas. Características dos vinhos jovens.

G
  • GARRAFEIRA
    Em Portugal indica um vinho de qualidade elevada. Também significa adega e um tipo de vinho do Porto raro.

L
  • LÁGRIMAS (ou pernas)
    O líquido que escorre na parede dos copos depois de beber resulta da diferença da velocidade de evaporação entre a água e o álcool. Elas lembram lágrimas e indicam teor alcoólico do vinho. Quanto mais numerosas e finas forem, indicam um vinho com teor alcoólico mais elevado.
  • LATE HARVEST (colheita tardia)
    Essa expressão no rótulo indica um vinho feito com uvas colhidas tardiamente, com alto teor de açúcar. Normalmente um vinho de sobremesa.
  • LEVEDURAS
    Microorganismos que existem naturalmente no solo dos vinhedos, agarram-se às uvas quando estas crescem e estão presentes no ar das adegas e produzem enzimas responsáveis pela fermentação, convertendo o açúcar em álcool.

M
  • MACERAÇÃO
    Processo em que o contato das cascas e sólidos com o vinho, durante a fermentação, faz com que o álcool funcione como um solvente para extrair a cor, taninos e aroma das cascas.
  • MACERAÇÃO CARBÔNICA
    Fermentação das uvas tintas inteiras, não prensadas, numa atmosfera de dióxido de carbono (exemplo: Beaujolais Nouveau).
  • MAGNUM
    Garrafa de 1,5 litro, o mesmo que duas garrafas tradiocionais de 750 ml. Estas garrafas maiores são as preferidas dos especialistas pois o vinho amadurece melhor.
  • MÉTODO CHAMPENOISE (ou traditionnelle)
    Processo no qual o vinho base sofre a segunda fermentação na própria garrafa para formar as borbulhas. É o único método utilizado em Champagne.
  • MÉTODO CHARMAT
    Processo de produzir vinhos espumantes com a segunda fermentação feita em tanques pressurizados.
  • MISEN BOUTEILLE AU CHATEAU/DOMAINE/À LA PROPRIETÉ
    Vinho francês engarrafado na propriedade – indicativo de qualidade e individualidade.
  • MOSTO
    É o suco da uva; líquido denso e muito doce, obtido do esmagamento ou prensagem da uva fresca, e que ainda não sofreu fermentação.

O
  • ORGÂNICO
    Vinhos produzidos de vinhedos que dispensam uso de fertilizantes e pesticidas químicos.
  • OXIDADO
    Vinho alterado em suas características visuais, olfativas e gustativas pelo contato com o ar. A cor fica mais escura que o normal e a acidez tem uma queda acentuada. Ocorre com vinho aberto há muito tempo.

P
  • PERSISTÊNCIA
    Característica de um vinho de qualidade superior percebida pela duração das sensações das suas qualidades gustativas na boca e pelo retrogosto.
  • PHYLLOXERA
    Um pulgão que ataca as raízes das videiras. Causou a devastação mundial das vinhas no final do século 19.
  • POLIFENÓIS
    Conjunto de compostos cuja combinação determina o aroma do vinho, sua cor e estrutura.

Q
  • QUINTA
    Propriedade produtora de vinhos em Portugal.
R
  • REDONDO
    Vinho rico em glicerina, álcoois e açúcares residuais, quase sempre junto a uma moderada acidez e escasso teor de taninos, que tornam a bebida extremamente macia. RESERVA
    Na região de Rioja, na Espanha, é o nome dado no rótulo ao vinho que envelhece pelo menos 1 ano no barril e 2 anos na garrafa. Em outras regiões, como Chile, Argentina e mesmo no Brasil não têm relação direta com a qualidade da bebida. Os produtores usam o termo no rótulo quando desejam. É preciso conhecer a vinícola.
  • RETROGOSTO
    Identifica o aroma e sabor deixado pelo vinho na boca após ser engolido. Grandes vinhos têm retrogosto rico, complexo e prolongado.
  • ROBUSTO
    Termo usado para descrever um vinho muito encorpado, com elevado teor de álcool.

S
  • SAFRA
    Ano em que as uvas são colhidas
  • SOMMELIER
    Profissional de restaurante que recomenda o vinho que melhor harmoniza com a comida e administra a adega.

T
  • TANINO
    Substância natural encontrada no vinho, essencial para a estrutura dos tintos. É derivado principalmente das cascas, sementes e engaços. Tem um sabor adstringente e conferem aromas e sabores ao vinho, assim como aptidão ao envelhecimento. O tanino também é um conservante natural que permite o vinho envelhecer por mais tempo. A percepção do tanino muda ao longo do tempo. Quando há excesso de tanino, o vinho é rotulado como TÂNICO.
  • TENUTA
    Propriedade rural na Itália.
  • TERROIR
    Conjunto de solos, subsolos, clima e exposição ao sol de terrenos com características próprias para produzir vinhos originais e de qualidade. O terroir é determinante para o caráter e indivudualidade do vinho. Constitui um dos fundamentos dos sistemas de denominação de origem francês.
  • TERROSO
    Vinho cujo sabor ou aroma lembra terra ou sabores a ela ligados: musgo, trufas, etc

U
  • UNTUOSO
    Vinho muito encorpado e muito frutado.

V
  • VARIETAL OU VARIETAIS
    Ver vinho varietal
  • VINHO DE MESA
    Nos paÌses da europa onde existem uma regulamentação de origem controlada, são os vinhos mais comuns, do dia-a-dia. No Brasil, são aqueles elaborados com variedade americanas e híbridas, que produzem vinhos de baixa qualidade.
  • VINHO FORTIFICADO
    Indica um vinho que teve seu teor alcoólico aumentado pela adição de aguardente vínica (exemplos: Vinho do Porto, Jerez, Madeira, VDN).
  • VINHO FINO
    Diz de um vinho brasileiro produzido com uvas viníferas (vitis vinífera).
  • VINHO DO PORTO
    O vinho fortificado mais renomado do mundo. Produzido nos estilos Ruby, Tawny (básico, com idade e colheita), LBV, Vintage Character e Vintage.
  • VITIS VINIFERA
    Espécie botânica de uvas destinadas à produção de vinhos de qualidade. É o nome científico das vinhas européias.
  • VINTAGE
    Vinho de um determinado ano. Pode também significar colheita.
  • VINHO VARIETAL
    Vinho com predominância de uma uva, identificada no rótulo (exemplo: Cabernet SauvigNon, Merlot etc.). É preciso que exista um mínimo dessa uva, normalmente 75% na maioria dos países. No Brasil no mínimo 60% de uva declarada no rótulo.
Olá minhas amadas!!

Tive uma ideia que acho que vai ajudar a todas da nossa confraria!!
Vocês sabem que nosso reencontro mensal é regado a vinho eeeeeee novidades, fofocas, risadas. Diante da empolgação, da conversa, da alegria, esquecemos da parte importante.. Enriquecer nosso conhecimento sobre essa bebida dos deuses..
No outro dia bate a vontade de tomar aquele vinho, como que era??...é shiraz..e tinha aquele rótulo laranja com umas coisinhas cor-de-burro-quando-foge..ééé... COMO ERA O NOME???
Seus problemas acabaram... hehhe
Então, no blog vou colocar algumas dicas...algumas informações sobre vinhos em geral, sobre os vinhos da confraria... e algumas fotinhos também.
Assim podemos saborear a roda de conversa e  os vinhos...