quarta-feira, 23 de abril de 2014

Confraria Abril

Vinho Robert Mondavi Woodbridge Pinot Noir

Robert Mondavi Woodbridge Pinot Noir 2012 
Produtor: Robert Mondavi
País: EUA
Região: Califórnia, Monterey County, Estados Unidos
Tipo de uva: Pinot Noir
Teor alcoólico: 13,3%

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO:
-Cor: Vermelho rubi claro e brilhante.

-Aroma: Elegante aroma de frutas vermelhas como cereja, notas de casca de laranja e toques provenientes da madeira como cacau e tostado.

-Paladar: Corpo médio, delicado, aveludado e refrescante.

-Composição: 79% Pinot Noir, 11% Syrah, 2% Tempranillo, 2% Cinsault, 2% Tannat, 2% Alicante Bouschet e 2% outras variedades tintas.

-Vinificação: Fermentação em tonéis de inox e curto estágio em barris de carvalho.

-Temperatura: 15ºC - 17ºC

-Compatibilização: Aperitivo, salmão grelhado, grelhados leves, risoto de cogumelos, pizzas em geral, queijos médios como Gouda, etc...

Preço médio: R$56,80


Vinho Robert Mondavi Woodbridge Zinfandel

Produtor: Robert Mondavi
País: EUA
Região: Califórnia, Lodi, Estados Unidos
Tipo de uva: Zinfandel
Teor alcoólico: 13,5%
Volume: 750 ml

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO:
-Cor: Vermelho rubi intenso com tons violáceos.
 

-Aroma: Exuberante aroma de frutas como ameixa preta e amora,mirtilo, leves sugestões achocolatadas, toques de chá, pimenta do reino e canela.
 

-Paladar: Seco com taninos macios. Corpo médio e com final de boca bastante frutado e refrescante.
 

-Composição: 78% Zinfandel, 11% Petite Sirah, 3,5% Tannat, 3,5% Alicante Bouschet, 2,5% Carignan e 1,5% Barbera.
 

-Temperatura: 16ºC - 18ºC
 

-Compatibilização: Carnes grelhadas, pratos a base de carne suína, codorna, massas, lasanha, pizza de calabresa, queijos médios e fortes, pratos picantes, etc... 

Preço médio: R$ 48,00

Vinho Robert Mondavi Woodbridge Cabernet Sauvignon

Produtor: Robert Mondavi
País: EUA
Região: Califórnia (Vale do Napa), Estados Unidos
Tipo de uva: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 13,5%

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO:
-Cor: Vermelho rubi intenso e profundo. 

-Aroma: Complexo, aroma de frutas como ameixa e amora maduras, cacau, azeitona, toques de tabaco e cedro, notas adocicadas (baunilha) proveniente do estágio em carvalho e toques de especiarias. Nuances de tostado. 

-Paladar: Bom volume na boca, com taninos maduros e bem integrados. Corpo médio, macio e elegante. Final longo e persistente.

-Composição: 76% Cabernet Sauvignon, 13% Syrah, 5% Petite Sirah, 2% Petit
Verdot, 1% Merlot e 3% outras variedades.

-Vinificação: As uvas são maceradas e fermentadas em cubas de aço inox com controle de temperatura. Para melhor retenção de seu caráter frutado as uvas são prensadas ao final da fermentação. O vinho amadureceu em barricas de carvalho francês e americano.

-Temperatura: 16ºC - 18ºC

-Compatibilização: Carnes grelhadas ou assadas, costela ao molho barbecue, massas com molhos consistentes, lasanha, queijos médios e fortes, etc...

Preço médio: R$ 60,00

 Premiações: Safra 2006: WS88 / RP89 / GR3

terça-feira, 22 de abril de 2014

Vinícola Robert Mondavi

Robert Mondavi Winery

“Uma refeição sem vinho é como um dia sem sol”
Robert G. Mondavi 




Quem gosta de um bom vinho com certeza já bebeu um bom vinho californiano e certamente já ouviu falar em Robert Mondavi. Considerado um marco na história da vinícola americana, Mondavi construiu um império e foi responsável por importantes inovações que viriam a colocar os Estados Unidos no mapa vinícola mundial e elevar o Novo Mundo à categoria de produtor de grandes vinhos.

A nova vinícola já utilizava muitas das inovações que Robert havia introduzido a Califórnia. Algumas delas que foram fundamentais para a evolução e crescimento do mercado vinícola americano, tais como a utilização de equipe especializada em viticultura e vinificação, separadamente, o aperfeiçoamento do vinhedo para extrair todo o potencial da uva, investimento em tanques de fermentação a frio e rolhamento a vácuo, a utilização de pequenas barricas de carvalho francês e a utilização de rótulos com o nome do varietal que compunha o vinho.

Seu primeiro vinho produzido foi um Chenin Blanc, mas foi somente com o lançamento de seu primeiro Sauvignon Blanc, com uma nova fórmula que produziu um vinho diferente do que era conhecido nas terras da Califórnia, que seus vinhos começaram a ganhar destaque. Mondavi chamou seu vinho por um nome utilizado na região do vale do Loire, na França, mas nada conhecido nos Estados Unidos – Fumé Blanc – o que tornou o vinho um sucesso ainda maior.
A partir daí, os Mondavi começaram a investir em publicidade com o intuito de estimular o consumo de vinhos nos Estados Unidos. E nos anos que seguiram, grandes investimentos foram feitos não somente nos vinhos, mas em arquitetura, experiências enoturísticas e um retorno às técnicas tradicionais de produção de vinho. Além disso, criou-se o Centro Americano de Comida, Vinho e Artes (COPIA), um museu dedicado à cultura do vinho e comida, com diversas atrações que viriam a dar maior destaque para a região e tornar-se um centro referência.


A história da família Mondavi tem início com Cesare Mondavi, que vindo da Itália na época da Lei Seca americana, comprou terras na Califórnia para plantar e vender uvas. Com o fim da Lei Seca, comprou uma pequena vinícola em Napa e passou a fazer vinho de garrafão. Seus filhos, Robert e Peter viriam a trabalhar com o pai nos negócios da família.

Naquela época, o mercado de vinhos de garrafão era dominado pelas grandes vinícolas, como a Gallo, por exemplo. E não era um mercado lucrativo para as pequenas vinícolas. Foi quando a família comprou uma vinícola antiga chamada Krug, que foi totalmente renovada. Com o falecimento do pai, Robert e seu irmão começaram a divergir sobre o futuro da vinícola.
Robert queria investir na produção de vinhos de alta qualidade, enquanto seu irmão preferia seguir um caminho mais conservador. Assim, os irmãos se separaram e em 1966, Robert
Mondavi fundou sua própria vinícola, a Robert Mondavi Winery e foi em busca do seu sonho: produzir vinhos californianos de alta qualidade, que pudessem ser equiparados aos melhores vinhos do mundo.

Nos anos seguintes, a vinícola ganhou notoriedade com seu Cabernet Sauvignon e até 1975 seus vinhos já eram distribuídos por todo o país. Logo começaram a exportar. A reputação do vale de Napa foi ainda melhorada quando o Barão Phillipe de Rothschild anunciou planos para colaborar com Robert Mondavi na produção de um vinho super premium, que viria a se chamar Opus One. Na época, o consumo de vinhos premium aumentava consideravelmente e o comprometimento de Robert Mondavi com a qualidade de seus vinhos o tornava uma marca forte na indústria do vinho.

Mondavi continuou a expandir e comprou outras vinícolas, como a Woodbridge, no segmento de vinhos finos de baixo custo. Na década de 90 iniciou-se a transição da empresa para uma nova geração e os filhos de Robert Mondavi, Tim e Michael, assumiam os negócios da família.

Hoje, Robert Mondavi vende mais de 9 milhões de caixas em todo o mundo e é a 4° maior marca de vinhos do mundo. A vinícola recebe mais de 350.000 visitantes por ano e possui cerca de oito opções de visitação e degustação de seus vinhos. Além disso, a Mondavi fechou uma Parceria com a Arboleda, vinícola Chilena e a Rosemount, Australiana numa colaboração de promoção e vendas de seus vinhos nestes mercados.

Robert teve um importante papel na promoção dos vinhos da Califórnia. Ele acreditava que a região tinha o potencial de produzir vinhos do mesmo nível dos países do velho mundo.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Como conservar o vinho após aberto!

Esse post é para as meninas da confraria que não tem companhia para tomar aquele vinho maravilhoso e acabam não abrindo a garrafa. Meninas, aqui tem tudo sobre como conservar melhor o que sobrou do vinho e assim ter a "desculpa" de tomar o vinhozinho dias seguidos. Melhor que ficar na vontade não é mesmo... E então, o que fazer com o que sobrou do vinho??

rolha-na-garrafa

Oxigênio ( a Kriptonita?)
Quando abrimos uma garrafa de vinho, o melhor amigo dele é o oxigênio. O contato do vinho com o oxigênio é que faz com que seus aromas sejam intensificados e é disso que gostamos não? Por ser um alimento vivo ele acaba reagindo com esse oxigênio e com o passar das horas o processo de oxidação tem inicio. O processo chamado oxidação pode ser chamado também de “achatamento”. Essa interação vinho/oxigênio produz peróxido de hidrogênio, o que acaba transformando o etanol do vinho em acetaldeído — esse acetaldeído acaba mascarando as sutilezas da coisa toda, ou seja, seu vinho começa a virar vinagre lentamente. A ironia então é que o oxigênio é o maior amigo e o maior inimigo do vinho. Sendo assim, para conservar um vinho, devemos evitar ao máximo seu contato com o oxigênio depois que ele foi aberto. 

-Tipos de vinho e conservação:

1. Vinhos espumantes, champagnes e proseccos

Depois de aberto, não importa o quão caro e bom seja, o vinho espumante não dura nada. Não há como conservá-lo depois de retirada a rolha porque o gás carbônico evapora facilmente em algumas horas. O vinho não estraga de um dia para o outro, mas perde completamente o gás e os aromas. Então, se abrir um espumante, champagne ou prosecco, beba tudo (que triste!).

2. Vinhos brancos

O vinho branco, de modo geral, dura menos do que os tintos. Mas depois de aberta a garrafa, o vinho pode ser guardado de um dia para o outro com poucas perdas, desde que em local frio. Quanto mais quente for o ambiente onde está a garrafa, mais rapidamente os aromas evaporam e o vinho oxida.

3. Vinhos rosados

São ainda mais perecíveis do que os vinhos brancos. Prefira não guardar, mas se sobrar, guarde em local frio.

4. Vinhos tintos

Há tintos leves e tintos encorpados. Os vinhos leves, de consumo casual para o dia-a-dia, suportam até um dia depois de abertos. Já os tintos mais intensos, carnudos, taninosos e alcoólicos suportam até dois dias, depois disso começam a oxidar.

5. Late harvest

Os vinhos de colheita tardia podem ser leves e delicados ou intensos e ácidos, doces e alcoólicos. Os leves suportam bem dois dias e os mais intensos até quatro dias, desde que em local frio.

6. Vinho do Porto e fortificados

A lenda diz que vinho do porto dura meses aberto. Mas isso é uma mentira, e muitos restaurantes oferecem vinhos estragados para seus clientes que não são capazes de perceber isso, pois acham que o vinho “é assim mesmo”. Não se engane em pensar que aquela sua garrafa de porto aberta há três meses no armário de bebidas está boa, pois não está. Os portos e fortificados, por possuírem maior teor alcoólico, podem durar até 10 dias. Alguns mais poderosos duram até 15 dias sem perda significativa de qualidade, mas para por aí. Depois disso, o que vem é a oxidação.

- Dicas para melhor conservação

• Vinho armazenado em local frio (pode ser na geladeira) e escuro conserva-se melhor que em local quente e luminoso pois desacelera o processo químico;
• Nunca use a rolha que estava no vinho para tampá-lo de volta. A rolha saiu da garrafa, passou pela mão de várias pessoas e ficou sobre a mesa, deve estar suja e imprópria para servir de estanque (e muitas vezes não entra muito no bico da garrafa). Prefira vedantes de metal, que devem estar sempre lavados e inodoros;
• A garrafa ficou sobre a mesa e passou de mão em mão. Portanto, higienize-a com pano limpo umedecido em álcool antes de colocá-la na geladeira;
• Evite guardar o vinho na porta da geladeira, pois é a área de maior impacto e agita demais o vinho, favorecendo a oxidação. 
Deixar a garrafa sempre deitada, caso contrário a rolha pode a vir a ressecar, deixando entrar o oxigênio.



Há alguns métodos utilizados para prolongar a vida do vinho logo após aberto, todos baseados em minimizar a exposição ao oxigênio e até mesmo substituindo ou até mesmo removendo o oxigênio. Com os procedimentos corretos uma garrafa de vinho tinto pode ser armazenada por até uma semana.


1. Armazenar em meias garrafas
meia-garrafa 


Dica maravilhosamente boa e barata e armazenar o vinho que sobrou em meias garrafas. Quando beber um vinho de meia garrafa com tampa de rosca, guarde a garrafinha porque será muito útil. Basta você colocar o vinho que sobrou da garrafa grande dentro da garrafa menor, rosquear a tampa e guardar. Como sobrará muito menos espaço para o oxigênio, o vinho irá durar por até 1 semana tranquilamente.








2. Vacu Vin 

Fácil de usar e acessível. Uma solução caseira e utilizada também em alguns restaurantes e wine bars é o Vacuum Wine Server, mais conhecido pela marca Vacu Vin. Trata-se de uma bomba de vácuo que puxa o ar de dentro da garrafa aberta através de uma espécie de rolha de borracha própria para a função. A retirada do oxigênio evita a oxidação e prolonga as características da bebida.

vacuvin.jog Você coloca a rolha de borracha que acompanha a bomba no gargalo da garrafa, posiciona a bomba em cima da rolha e bombeia o ar para fora.

-Controvérsias das bombas de vácuo: há apenas um vácuo parcial, significando assim que o vinho continua a ter contato com o oxigênio e que isso acaba criando uma diferença de pressão, o que ocasiona consequentemente a perda de aroma do vinho. Defensores dessa técnica afirmam que é visualmente evidente que pequenas bolhas escapam do vinho sob vácuo. No entanto não há nenhuma comprovação científica de que comprove realmente isso de que sob determinada pressão pode haver perda de sabor ou aroma.

Por outro lado, há inúmeros fabricantes nessa área de produzir ferramentas e acessórios para preservar o vinho sob vácuo. E de qualquer forma, as bombas de vácuo não são caras. É recomendado que você tente por si próprio para tirar suas próprias conclusões. No Brasil o custo gira em torno de R$60,00.




3. Winesave

winesave

É um produto interessante baseado no Argônio, um gás inerte mais pesado que o oxigênio. Sua utilização é bem simples: você insere uma mangueira dentro da garrafa e injeta o argônio. Como o argônio é mais pesado que o oxigênio, ele tomará o lugar do oxigênio no contato com o vinho, uma barreira entre o vinho e o oxigênio, interrompendo assim o processo de oxidação. Demonstração de uso aqui!!

No Brasil custa em média de R$ 150,00 e promete até 100 aplicações


3. Wine Access System 1000

O dispositivo, lançado pela Coravin, se parece muito com um abridor convencional, exceto que o tradicional sacarrolhas foi subsitutído por uma fina e oca agulha.O sistema invade a garrafa sem danificar nem a rolha e nem a cápsula e extrai a quantidade de vinho desejada, mantendo o líquido em seu interior inalterado e com o mesmo potencial de envelhecimento. É o sonho do vinho em taça em domicílio! Você pode abrir vários rótulos de sua adega, por exemplo. O truque? Não há contato algum de oxigênio com o vinho e a garrafa nem é de fato aberta Quando você a espeta na rolha, ela libera uma dose de argônio dentro da garrafa. Ela pressuriza o conteúdo até fazer o vinho subir para dentro da agulha, fora da boca da garrafa — o que significa que não sobra espaço algum para que o ar entre ali.  Quando você termina o serviço, a rolha volta para o seu lugar.
O abridor da Coravin custa US$ 300. Se você faz parte da minoria que gasta uns trocados em vinho que é sensível ao ar, você pode comprá-lo sem peso na consciência. Assista o video!


4. Enomatic – para profissionais

Traquitanas caras e profissionais destinadas a lojas e wine-bars já resolviam em parte a questão do vinho em taça. O equipamento mais conhecido – e instalado em alguns estabelecimentos – é o italiano Enomatic. Trata-se de um investimento caro, restrito a ambientes profissionais, que preserva e mantém pelo uso do nitrogênio as principais características de uma determinada garrafa de vinho por até 21 dias.
Assista o vídeo!
Preço médio de R$15.000,00, alguém se habilita??